COMUNICADO URXENTE: A Audiência Nacional intenta evitar a imediata posta em liberdade de Carlos Calvo imputando-o numha acçom do 2011 cuja investigaçom fora fechada sem autor conhecido.

Ontem, 14 de março Carlos fazia 25 anos. Detido o passado 15 de setembro do 2012 en Vigo, no meio dumha operaçom “antiterrorista” e processado o passado 26 de fevereiro do 2013 por um suposto delito de “pertença a organizaçom terrorista” eoutro de “tenência de explosivos”.

Durante estes 6 meses de prisom preventiva foi dispersado e trasladado continuamente de cárcere baixo a aplicaçom do régime FIES, passando já polos centros penitenciários de Soto del Real, Aranjuez, Topas e Valdemoro, com todas as comunicaçons intervidas e em módulos de isolamento.

Desde o passado 22 de fevereiro, Carlos está no centro penitenciário de Valdemoro (Madrid). Foi trasladado desde a prisom de Topas a Valdemoro para poder declarar ante a Audiência Nacional a petiçom própria, umha vez levantado o segredo de sumário da sua causa e corroborado que nom havia motivos nem provas suficientes para seguir prolongando o seu estado de prisom preventiva num contexto no que, segundo a lei, a celebraçom do juízo pode tardar até 4 anos en ter lugar.

O 27 de fevereiro Carlos foi declarar ante a Audiência Nacional para deixar constância da ausência dos “fins terroristas” que se lhe imputam e do seu forte arraigo social na Galiza e, polo tanto, do inexistente risco de fuga que alega o tribunal para non deixá-lo en liberdade, algo que foi apoiado com a presentaçom de quase 40 documentos e certificados, entre eles certificados asinados polo próprio alcalde do concelho de Ordes e polo curada sua paróquia, certificados de boa parte dos profesores da Facultade de Filosofia da Universidade de Santiago de Compostela, onde foi um dos alumnos mais brilhantes e destacados que passaron por ali, várias promesas de contratos de trabalho con empresas dispostas a contrata-lo para trabalhar en canto o ponham en liberdade e certificados de toda a ampla actividade sócial que vinha desenvolvendo nos últimos tempos na Galiza, tanto dejornalista como de investigador antropológico e dinamizador cultural.

Cárcere

O seu avogado, o catalán Benet Salellas, apresentou o 28 de fevereiro um recurso de reforma contra o auto de procesamento de Carlos, tendo em conta que em todo o sumário de 4 tomos non há indícios suficientes para processá-lo por pertença a unha suposta organizaçom terrorista inexistente na Galiza –pois a dia de hoje ningumha sentença judicial em firme considerou que existir tal banda e o próprio fiscal considera que o apresentado na causa de Carlos, achegado pola Guarda Civil, é insuficiente- e que non há motivos para negar a sua posta en liberdade, nem tampouco para que este tema siga sendo tratado pola Audiência Nacional.

Quando tanto Carlos como o seu avogado estaban agardando a que a Audiência Nacional resolvesse o recurso presentado, ontem, 14 de marzo, dia do aniversário de Carlos, a Audiência Nacional decidiu fazer-lhe o seu particular agasalho. A última hora da tarde do mércores, 13 de março, os funcionários da prisom de Valdemoro comunicarom-lhe a Carlos de surpresa que estivesse preparado pois ao dia seguinte às 7 da Manhã levariam-no a “diligências” à Audiência Nacional, sem explicar-lhe de que se tratava o assunto e sem notificar-lhe o tribunal citaçom algumha ao seu avogado. quando Carlos chegou à Audiência Nacional, topou-se com que o juíz decidira imputá-lo numha nova causa correspondente a um expediente que leva anos parado na AN por non ter provas sobre a autoria e que se corresponde com uns feitos acontecidos en Vigo en outubro de 2011, relativos à colocaçom dum “explosivo” nun caixeiro de Nova Caixa Galicia que os TEDAX explosionarom controladamente. Dá-se a particularidade de que se trata dum novo expediente no mesmo julgado, polo que o lógico seria comunicar-lho ao letrado que o próprio julgado sabe e conhece que é o defensor de Carlos, precisamente porque o assiste no outro expediente. Ademais, as citaçons judiciais, sejam do tipo que sejam, deven ser remitidas com a anterioridade suficiente para permitir ao seu receptor preparar a diligência judicial e designar os convenientes profesionais que o asesorem.

O juíz decidiu ontem imputa-lo nesta nova causa, considerando-o, sem fundamento nem proba nigumha, suposto autor daquele feito acontecido em 2011, quando o curioso é que no sumário aparece recolhido que despois de moito tempo investigando policialmente nunca chegaron a determinar a participaçom de Carlos en semelhantes feitos. Esta conclusom da polícia aparece expresamente citada no informe policial de imputaçom de Carlos na causa primeira e na que a polícia española manifesta explícitamente a imposibilidade de imputar este feito a Carlos Calvo.

Precisamente agora, cando nom há motivo algum para atrasar a imediata posta en liberdade de Carlos, a Audiência Nacional decide imputar-lhe esta nova causa com o objectivo de intentar que isso conste como um inventado “antecedente” de Carlos, que nunca tivo e que é totalmente falso, e así atrancar a sua liberdade. Algo que aconteceu, para mais gravidade, negando-lhe o seu direito à defensa ao ter que ser assistido por unha avogada de ofício em lugar de polo seu próprio avogado de confiança.

Desde a Rede de Apoio a Carlos Calvo queremos difundir este feito para que a sociedade coñeça que é o que está passando. A polícia e a Audiencia Nacional nom podem aproveitar que Carlos leva injustamente 6 meses em prisom preventiva sem motivos para cargar-lhe sem fundamento ningum a suposta autoria doutras causas que levam anos sem resolver por nom ter provas nem as investigaçons concluír nada determinante sobre quem está detrás desses feitos.

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