O sorriso do Carlos

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Há uns anos, Carlos convidou-me a Ordes para dar umas aulas sobre língua e sociedade a um grupo de gente nova, tão nova como era ele. Lembro vários momentos daquele encontro, a curiosidade dos alunos, a sua vontade de aprender, um concurso muito disputado, a boa onda existente no interior daquele grupo mas lembro, sobretudo, o sorriso do meu anfitrião. Um sorriso que gruda as pessoas.

Quando o estado sequestra uma pessoa ficam apenas imagens. No caso do amigo Carlos há muitas imagens na rede. Não por acaso tem o vírus do hiperativismo social e inteletual, e nunca nos deixa de surpreender como alguém tão jovem pode abranger tanto e com tanto critério.

Sendo que ficam apenas imagens é relativamente fácil para o sequestrador criar uma personagem, por exemplo, a de um ser obscuro atrás de ideais escuros. Para os que conhecemos o Carlos, no entanto, a personagem estilhaça-se, não chega a calhar nunca, teriam que apagar o seu sorriso da nossa mente. Não o conseguiram, não o conseguirão. Vontade de ter de volta, Carlos, a sorrir….

Valentim R. Fagim. Professor de língua e vice-presidente da AGAL

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