Carlos Calvo, o do Novas

carlos_barrosConhecim Carlos Calvo quando se integrou na equipa do Novas da Galiza, mas já tinha ouvido falar antes dumha gente nova de Ordes que começava a participar ativamente nos movimentos populares e que prometia muito. E no Novas puidem comprovar que aquilo que se comentava nom era um blefe.

Assim que o Carlos começou a trabalhar connosco chegou ao jornal um sopro de ar fresco em forma de simpatia, iniciativa, propostas e trabalho. Muito trabalho e de qualidade.

O seu compromisso com o jornalismo voluntarista do Novas mantivo-se de maneira permanente no tempo, através de umha participaçom destacada mês a mês. O próprio número que saiu à rua quando o companheiro estava incomunicado em dependências policiais tinha o seu carimbo estampado. Tratava-se de um número em que os textos planificados polo Conselho de Redaçom nom davam chegado, e o Carlos encargou-se de redigir rapidamente artigos e reportagens para tapar os buracos que estavam por encher, o que permitiu enviar o jornal à imprensa pontualmente.

E o Novas continuou a contar com a sua brilhante caneta mesmo estando o Carlos em prisom, como tenhem comprovado os nossos leitores e leitoras. E há de continuar, com certeza.

O mesmo Estado que nos nega como povo com direitos e que nos impom a barbárie capitalista reserva para militantes bons e generosos como este redator do Novas da Galiza umha série de medidas jurídicas de excepçom destinadas a tentar abafar a sua vontade e frear a difusom das suas ideias.

E assim se entende como quando o Carlos tinha já um pé fora da cadeia essas engrenagens crueis e vingativas reabriam um caso fechado utilizando indícios obtidos de maneira mais do que duvidosa para prolongar no tempo a separaçom deste companheiro do seu entorno, da sua família, das suas amizades, dos seus.

Quem conhece Carlos sabe bem de que tipo de pessoa estamos a falar. Um patriota cuja dignidade e valia está bem longe e por cima da ruindade de quem legisla, decide e executa contra a sua liberdade e contra a gente que o quere. Quem pretende que assumamos como natural a injustiça e nom tenhamos mais saída que a resignaçom.

Como dizia o editorial do Novas da Galiza em janeiro do ano passado, “contra os focos que ameaçam com alterar o seu ordenamento constitucional, para o Estado vale todo. Tanto para quem atuar dentro da legalidade como para quem o figer fora dela”.

Carlos Barros Gonçales. Jornalista

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