Pra ti, “Carlos Bra”

cortello

 

… nom é um limiar!

 

Hoje, na Cova Ribeira, no meu cochovelho,

fixem um sanghradoiro no meu peito.

Pingha a pingha boto a minha genreira fora.

Escoito o som da augha, o estranho cantar

do Renlo no silêncio da noite e as folhas das

arvres que venteam na derradeira lua o

remate do estio.

Quixera falar de tantas cousas, mas a minha

cachola nom está aqui. Está longe, longe da

minha terra. Num cortelho sem portas sem

jinelos, num mar de terróns telheiros onde a

liberdade tem a cor da palha.

Ceibo este besbelho que alouminho na

minha mam, no riu, coa esperança de que na

sua metamorfose em cavalinho do demo te

vaia buscar, e ti a canchaperna, a cavalo del,

voltes pra Loureda.

Pra ti, “Carlos Bra”, Carlos Calvo Varela.

Cochiquí.

(O blog O Cortelho da Laracha feito livro de presente para Carlos)

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