Poema para uma estrela

(Para um desenho do Carlos Calvo)

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Uma estrela verde pintada
numa folha de quadrinhos escolares
com cheiro a bosque e a liberdade

As palavras: borboletas soltas pela folha
como frutas silvestres orvalhadas
ou como se chovesse lágrimas

A estrela vermelha já nem se atreve
roubam de nós o céu e as mãos da vida
roubam de nós a voz da esperança
concharousia
Sugam-nos a seiva que tanto precisamos
para cuspi-la no chão sem sequer saborear

Com arrogante desprezo por sermos
Matam-nos sem sentir como dói a nossa dor

Mas nós acharemos a cura para sua mordida
acharemos o antídoto para seu veneno

Nos temos a nossa Estrela verde
para semear na Terra a esperança

 Concha Rousia 26,1,14

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