25/2015

EXPOSICIÓN 25/2015

Mapa da exposición | Cartaz da exposición I Máis info

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Igual que todos os números que acompanham esta mostra, 25/2015 som, para muitas de nós, muito mais que simples cifras. 25/2015 é o número da sentença com a que a Audiência Nacional condenou o passado 15 de abril a Carlos Calvo a sete anos de prisom, que haverá que somar aos outros sete anos com os que fora condenado na primavera de 2014, e que o mantenhem preso a centos de quilómetros do seu fogar.

25/2015 cheira a caça de bruxas, a fogueira, a cultura do medo. É a prova de que nom precisam provas; de que vivemos subjugadas a um sistema judicial inquisitorial, caprichoso e cruel no que a vida de Carlos, e de tantos outros presos e presas, nom tem mais valor do que um número que se perde entre a montagem policial, a desídia judicial, ou a estrategia política.

Mas 25/2015 pretende ser também a voz e a calor das pessoas que conhecemos a Carlos e a injustiça que está a padecer. 25/2015 é umha campanha para nós, a rede, a tribo, que precisamos revolver-nos, coletivizar a nossa dor, denunciar alto e forte o que passa mais alá dos muros das prisons. Para ele, porque o silêncio pode ser umha das piores condenaçons, para que saiba que nom se enfrenta só a este absurdo. E também para vós, pessoas conhecidas e desconhecidas, assíduas ou nom deste local, para que estejades ao tanto dumha pecinha mais do sistema que nos rege e desfrutedes de toda a cor e toda a vida com a que nos agasalha Carlos em cada umha das suas cartas.

Rede de Apoio a Carlos Calvo

*Carlos Calvo Varela (1988, Loureda, Ordes) foi detido em setembro de 2012. Permaneceu em prisom provisória até maio de 2014, quando foi julgado por “pertença a banda armada e tenência de explossivos”. Trás recorrer o resultado ao Tribunal Supremo, a sua condena passou de 12 a 7 anos, ao absolvé-lo de “pertença e Resistência Galega”. A primavera de 2015 levou-no a outro juizo, no que o acusavam de colocar um explossivo num caixeiro em outubro de 2011 em Vigo. O único argumento da acusaçom residia no controvertido achádego no lugar da acçom dum fragmento de carne de conduzir que supostamente pertenceria a Carlos, e que ele teria empregado para abrir a porta do caixeiro. Convencida do absurdo da acusaçom, a defesa conseguiu provar que o dia dos feitos Carlos se atopava a centos de quilómetros de Vigo. Finalmente, a sentença condenou a Carlos por proporcionar o explossivo aos desconhecidos autores materiais dos feitos, tema sobre o que nunca se lhe acusou e para o que, evidentemente, nom existe nengumha prova. Este veredito foi já recorrido ao Tribunal Supremo, e é neste contexto no que a um grupo de amigas decidimos pôr em marcha a campanha 25/2015 para divulgar o que está acontecendo.

Para mais informaçom sobre todo o processo do seu cativeiro, podedes consultar aqui:
https://devoltaparaloureda.wordpress.com/ · devoltaparaloureda@gmail.com · FB

E para dar-lhe fôlegos a Carlos escrevede-lhe a:

Carlos Calvo Varela · Centro Penitenciario Villabona. Finca Tabladiello, 33422 Villabona-Llanera [Asturias]